A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem ao ser humano

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A maior pérola da existência terrena é a pessoa humana, com suas reais condições de vida saudável e de dignidade. A isso se junta sua capacidade de decisão, de empenho e de discernimento para realizar aquilo que convém e que ajuda na sua real existência.
O discernimento, também entendido como escolha consciente e livre, é a capacidade de opção, fazendo investimento no que é bom, rejeitando tudo aquilo que é ruim e que prejudica a força da esperança contida no coração de todas as pessoas. É marca fundamental na pessoa humana a sabedoria nos julgamentos, na administração, na equidade e no bom senso. Importa ter um coração sábio e inteligente, porque ali reside a condição do pensar e do conhecimento do bem e do mal.

As atitudes de dureza de atos são prejudiciais para a comunidade, seja ela qual for. A família pode ser a maior e primeira prejudicada, convivendo com práticas autoritárias, com mandos e desmandos de formas inconsequentes. Toda prática autoritária acaba sendo corrupta e exploradora das pessoas. Podemos dizer que a sabedoria divina é uma grande pérola, mas tem que ser bem usada, sabendo discernir com precisão o que é bom e o que é mal na comunidade.

As pérolas são tesouros como sinais de vida. No dizer dos provérbios:“Feliz o homem que encontrou a sabedoria…, mais feliz ainda é quem a retém” (Pr 3, 13-18). É como encontrar ouro, prata e objetos preciosos. Jesus fala do Reino de Deus como pérola a ser procurada.

A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem para o ser humano. É necessário distinguir o que serve para ajudar o homem e a mulher na sua dignidade, no ser imagem e semelhança de Deus. A maior pérola é a filiação divina do ser humano.
Enfim, a vida humana, como maior pérola na história, é uma conquista diária, com lutas e enfrentamentos a todo instante. E não é fácil fazer o bem no meio de tantas propostas oferecidas pela cultura do mal e da violência ao ser humano.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São José do Rio Preto

Fonte: http://www.cancaonova.com

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COM OS POBRES

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O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, no capítulo dois, dá um importante testemunho que é marca de sua vida missionária e, na verdade, da vida e missão da Igreja desde os seus primórdios. Paulo de Tarso conta que, 14 anos depois de ter estado em Jerusalém, quando foi conhecer Pedro, lá voltou por causa de uma revelação. Teve oportunidade de expor a respeito do Evangelho que pregava. Tudo verificado, disse que a única recomendação recebida foi a de que ele e seus companheiros se lembrassem dos pobres, o que ele, segundo testemunham, sempre fazia com solicitude. Essa solicitude para com os pobres, no âmbito da ampla preocupação com a dignidade humana, empenha a Igreja de Jesus Cristo na luta com aqueles que ainda não podem levar uma vida que corresponda a essa dignidade.
A Igreja Católica, com seu serviço social próprio e em cooperação com segmentos diversificados da sociedade, compreende que converter-se ao Evangelho, seu primeiro e mais importante compromisso, significa, como disse o bem-aventurado João Paulo II dirigindo-se à Igreja Católica na América, revisar todos os ambientes e dimensões de sua vida, especialmente tudo o que pertence à ordem social e à obtenção do bem comum.
Nesse mesmo horizonte de compreensão, o Papa Bento XVI, em seu discurso inaugural na 5ª Conferência do Episcopado Latinoamericano e Caribenho, em Aparecida (2007), afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com a sua pobreza”. Ainda na mesma ocasião, o Santo Padre sublinhou, enraizando este comprometimento evangélico e de fé, que a Igreja está permanentemente convocada a ser “advoga da justiça e defensora dos pobres” diante das “intoleráveis desigualdades sociais e econômicas”. Os bispos presentes naquela conferência disseram em coro: “Comprometemo-nos a trabalhar para que a Igreja Latinoamericana e Caribenha continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos pobres, inclusive até o martírio”. Não é outro o horizonte posto ao projeto Catedral Cristo Rei.
A Igreja que embarca na aventura de construir este magnífico projeto, não está, absolutamente, na contramão da importante e sustentadora marca de sua identidade, a opção preferencial pelos pobres. O questionamento posto nessa direção oportuniza reflexões, averiguações e entendimentos que podem comprovar que a Catedral Cristo Rei se tornará casa dos pobres, espiritual e materialmente. Ao localizar-se no complexo da Catedral Cristo Rei, por exemplo, a Cúria Metropolitana e, nela, o Vicariato Episcopal para Ação Social e Política, se está, de modo incontestável, falando de instância e projetos a serviço dos pobres e na luta com os pobres – sem citar os programas em cooperação com órgãos governamentais e outros segmentos da sociedade civil.
Vale refletir sobre uma ‘menina dos olhos’ do Vicariato – a Central de Acolhida, criada, em 2007, para atender o segmento mais pobre da população da região metropolitana de Belo Horizonte e do interior, dando-lhe guarida em apoios, orientações e ajudas, em questões materiais, jurídicas, operacionais, de saúde entre outras. Em 2010 a Central de Acolhida, com um trabalho eficaz e evangélico, de misericórdia e cidadania, ultrapassou a cifra de 12 mil atendimentos. Esses e outros serviços, os mais simples e necessitados terão na Catedral Cristo Rei, com programas sociais, educativos, culturais e artísticos. Não é preciso outros argumentos para comprovar, em sintonia com o conjunto de serviços e comprometimentos e pela rede de comunidades, nas paróquias, que ali há um lugar especial que vai congregar gente dos mais variados segmentos da sociedade, oportunizando, além de seus interesses próprios e metas, o debate em função da permanente renovação da consciência política, o despertar do sentido do compromisso social e uma importante alavancagem para a cidadania.
A Catedral Cristo Rei agregará e possibilitará, portanto, serviços que atenderão demandas de espiritualidade e mística, como tantas outras urgências para a vida da sociedade na sua necessidade premente de conquistar mais na cultura da paz e da solidariedade. Este entendimento real e lúcido justifica e convoca o apoio de todos a um projeto desta envergadura e importância. Oportunidade de demonstração de responsabilidade social dos que podem ajudar. Compromisso político efetivo. Apurado sentido de cidadania e respeito à cultura e às ricas tradições religiosas e históricas de Minas Gerais.
A cruz de 20 metros na entrada da Catedral Cristo Rei, brotando das águas, é o trono do Rei, Cristo, garantia da dignidade de todos e compromisso de vida plena com os pobres.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Fonte: http://www.radiovaticana.org

DOR DO PAPA PELA MORTE DO IRMÃO DO CARDEAL BERTONE

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Cardeal Bertone

Bento XVI manifestou seus pêsames pelo falecimento, hoje, do irmão do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Sua Santidade.

No dia anterior, o colaborador mais próximo do Papa havia podido saudar seu irmão, Paolo, de 81 anos, que viveu uma longa doença, na residência religiosa do santuário de Trompone en Moncrivello, onde se encontrava hospitalizado.

Antes disso, Paolo, em sua casa de Romano Canavese, onde havia recebido a visita de Bento XVI em 19 de julho de 2009, havia sido atendido pelo carinho de sua esposa, Pina, dos seus filhos Cristiano e Stefania, dos seus irmãos Valeriano e Mariuccia, além do cardeal Bertone, dos seus netos e sobrinhos.

Terceiro de 8 filhos, Paolo Bertone, que, como seu irmão, havia recebido a educação com os salesianos, segundo informa o L’Osservatore Romano, era um homem de bom humor e de profunda devoção mariana, que manifestava em especial rezando frequentemente o terço.

Em uma mensagem enviada ao cardeal Bertone, Bento XVI expressa sua proximidade à família e suas orações para que Paolo “possa compartilhar com o Senhor Ressuscitado a alegria e a paz sem fim”.

Fonte: http://www.zenit.org

Muticom: Do Rio de Janeiro para Natal

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O 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação já tem data e local. Será de 27 de outubro a 1º de novembro de 2013, em Natal, no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, ao declarar encerrado, na noite desta sexta-feira, 22, o 7º Mutirão, realizado desde o dia 17 na PUC-Rio.

A sessão de encerramento começou pouco depois das 20h, no Ginásio da PUC, após uma missa presidida por dom Orani, na capela da universidade. No início da sessão, a Irmã Maria Alba fez breve avaliação do Mutirão.

Uma grande equipe veio de Natal ao Rio de Janeiro para participar e observar a dinâmica do Muticom já se preparando para acolher o próximo encontro. O coordenador da equipe, padre Edilson Soares Lopes, assistente eclesiástico da Pastoral da Comunicação de Natal, recebeu das mãos de dom Orani um tablet com todas as informações do 7º Muticom.

“Estamos recebendo com alegria esta função para sediarmos o 8º Mutirão que será na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Somos conscientes de que sediar o Mutirão implica um empenho muito grande e o envolvimento de muita gente”, disse padre Edilson. Ele enfatizou que ter consciência de que a responsabilidade do Muticom é da CNBB e que a arquidiocese de Natal fará tudo pelo êxito do próximo mutirão.

Dom Orani agradeceu aos organizadores do 7º Muticom e recordou o compromisso dos participantes. “Espero que todos levem o entusiasmo e a alegria deste Mutirão para suas comunidades. O que aprendemos aqui reverta para o bem de todos e do anúncio de Jesus Cristo”, sublinhou.

Os que ficaram para o encerramento do Mutirão foram brindados com a apresentação da bateria da escola de samba Beija-Flor.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

Evangelho – Mt 13,24-30

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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo:
Jesus contou outra parábola à multidão:
“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora.
Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio.
Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram:
“Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde veio então o joio?”
O dono respondeu: “Foi algum inimigo que fez isso”.
Os empregados lhe perguntaram:
“Queres que vamos arrancar o joio?”
O dono respondeu:
“Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo.
Deixai crescer um e outro até a colheita!
E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo:
arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado!
Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!””
Palavra da Salvação.

 

Santa Brígida

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A santa de hoje nasceu na Suécia, no ano de 1302. Ela foi entregue em casamento a um jovem chamado Wulfon, príncipe de Nerícia.
Ao casar-se com Wulfon, Santa Brígida assumiu, com orações e sacrifícios, a missão de lutar pela conversão de seu esposo, um homem entregue aos vícios e paixões desregradas.
Santa Brígida alcançou esta graça. E, juntamente com seu esposo (agora convertido) numa vida com muitas práticas de piedade, foram a diversas peregrinações, até que aos 32 anos Wulfon veio a falecer.
Agora viúva e mãe de 8 filhos, Santa Brígida dedicou-se inteiramente ao serviço dos mais necessitados, cuidando dos enfermos (dentro de um hospital fundado por ela mesma e por seu esposo). E tudo isto sem perder de vista a formação cristã de seus filhos.
Devota do Sagrado Coração de Jesus e da Santíssima Virgem, Santa Brígida passava horas em adoração a Jesus Sacramentado. Inspirada pelo Espírito Santo, fundou uma Ordem feminina e outra masculina. Consagrou-se na vida religiosa, e em meio a sofrimentos e inspirações reveladoras do próprio Jesus, aprofundou-se no mistério do Cristo crucificado, até que mergulhasse definitivamente neste mistério, quando em Roma, aos 71 anos, entrou na eternidade.

Santa Brígida, rogai por nós!