Não tenhas mais medo, filho, nem te perturbe nenhuma tentação

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MinistroDeus providenciou que em um dia em que nosso seráfico Pai, Francisco, convidou o seu médico para almoçar, mas os frades o alertaram dizendo que não havia nada para comer, uma mulher batesse a porta e lhes desse uma cesta cheia: um belo pão, peixes e pastéis de camarão, coroados, por cima, com mel e uvas.
Nosso seráfico Pai, já havia previsto que aquela mulher apareceria com aquela oferta de comida para os frades e por isso mesmo não titubeou ao dizer para os companheiros preparem a mesa para o médico.
Conta-se também que um frade que queria muito ser amigo de São Francisco, pois acreditava que os que fossem merecedores da amizade do santo seriam salvos. Ele nunca havia contado nada para ninguém, mas um dia ao passar em frente a cela do homem de Deus, este lhe disse: “Não tenhas mais medo, filho, nem te perturbe nenhuma tentação, porque gosto muito de ti, e és mesmo um dos mais queridos, a quem tenho um amor especial. Aqui podes vir confiadamente quando quiseres, ou ir embora quando te parecer”.
Eu gosto sempre de lembrar da passagem de Jesus no poço de Jacó quando se encontra com a mulher samaritana. Jesus sabe de detalhes sobre a vida da mulher, que ela nem podia imaginar. Jesus sabia que ela não tinha marido, que ela tinha tido cinco maridos e que o homem que estava com ela agora não era marido dela entre outras coisas. A mulher se admira por Jesus saber aquelas coisas e passa a considera-lo um profeta. Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Deum verum de Deo vero, com diz o Credo. Jesus não sabia tudo porque Ele é Deus. Ele também foi homem como nós e teve que aprender as coisas como qualquer outro ser humano. Mas o Pai revelava muitas coisas ao Filho no que nós chamamos de “dom de ciência”. É um dom gratuito de Deus que revela aquilo que Ele quer para quem Ele quer. E Francisco de Assis, assim como outros santos foi agraciado. Tinha o dom. O espírito profético. Deus revelava-lhe muitas coisas de forma que ele não tinha dúvidas de que de fato essas coisas aconteceriam, pois tinha plena convicção de que aquela revelação vinha do Senhor.
Quantas vezes o Senhor nos fala claramente e nós não damos ouvidos. Quantas vezes Deus nos mostra o caminho e nós insistimos em fazer do nosso jeito, não é mesmo?
Estejamos abertos aos dons de Deus. Sejamos dóceis ao Espírito Santo e nos deixemos conduzir por Ele assim como fazia Frei Francisco, pois assim colheremos muitos frutos e seremos muito mais felizes.
Que assim seja, amém.

Paz e bem!

Rodrigo Hogendoorn Haimann, ofs

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Evangelho – Jo 4,43-54

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Evangelho+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo: Jesus partiu da Samaria para a Galileia. O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. Jesus disse-lhe:  ‘Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais.’ O funcionário do rei disse: ‘Senhor, desce, antes que meu filho morra!’ Jesus lhe disse: ‘Podes ir, teu filho está vivo.’ O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: ‘A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde’. O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: ‘Teu filho está vivo’. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.
Palavra da Salvação.

São Benjamim

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Santo do diaNasceu no ano de 394 na Pérsia e, ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato.
Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.
Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele uniu-se ainda mais ao Cristo crucificado.
Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.
Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus.
Foi novamente preso, levado a público e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou então ao rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar à sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo.
E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.

São Benjamim, rogai por nós!

Angelus 30-03-2014

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Devoção a Maria fortalece a amizade entre cristãos e muçulmanos, afirma autoridade vaticana

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01O Secretário do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Pe. Miguel Ángel Ayuso, afirmou que a devoção que cristãos e muçulmanos compartilham pela Virgem Maria é um fator importante que contribui para criar sentimentos de amizade entre os fiéis de ambas as religiões, um fato que acontece no Líbano e que é exemplo para outros países.
O sacerdote fez esta reflexão durante o 8º Encontro de Oração Islâmico-cristão ocorrido no dia 25 de março por ocasião da Solenidade da Anunciação do Senhor, celebrada no Líbano por cristãos e muçulmanos e que motivou o Governo a declará-la em 2010 como festa nacional.
Esta festa, afirmou o Pe. Ayuso, é “um verdadeiro exemplo da longa convivência entre muçulmanos e cristãos que caracteriza a história do Líbano, em meio a tantas dificuldades, e constitui também um testemunho para tantas outras nações”.
“Desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica reconhece que os muçulmanos honram a Maria, a Virgem mãe de Jesus, e inclusive a invocam com piedade… Maria é mencionada várias vezes no Corão. O respeito por ela é tão evidente que quando é nomeada no Islã acrescenta-se a expressão ‘Alayha l- salam’ (A paz esteja com ela). Os cristãos se unem de bom grau a esta invocação. Também devo mencionar os santuários dedicados a Maria aos que acodem muçulmanos e cristãos. Em particular, aqui, no Líbano, como esquecer o Santuário de Nossa Senhora do Líbano em Harissa?”, assinalou.
Nesse sentido, disse que “a devoção cria sentimentos de amizade: é um fenômeno aberto a todos e todas. As experiências culturais que nossas comunidades podem compartilhar fomentam a colaboração, a solidariedade, o reconhecimento mútuo como filhas e filhos de um Deus único que pertence à mesma família humana. Por isso a Igreja se dirige com estima aos fiéis do Islã. Com eles ao longo destes 50 anos, tratou de construir um diálogo de amizade e respeito mútuo”.
Do mesmo modo, assinalou que o diálogo entre ambas as religiões “procura estabelecer relações regulares com as instituições e organizações muçulmanas com o fim de promover o entendimento e a confiança mútua, a amizade e, quando possível, a colaboração”.
“Na metodologia do diálogo inter-religioso e, portanto, do diálogo entre cristãos e muçulmanos, devemos recordar que o diálogo é uma comunicação de duas vias… baseia-se no testemunho da própria fé e, ao mesmo tempo, na abertura à religião do outro. Não é trair a missão da Igreja, e muito menos um novo método de conversão ao cristianismo”, esclareceu.
Nesse sentido, explicou que “no documento ‘Diálogo e anúncio’, publicado conjuntamente em 1991 pela Congregação para a Evangelização dos Povos e o Conselho para o Diálogo Inter-religioso se fala de quatro formas diversas de diálogo inter-religioso: o diálogo da vida, o diálogo das obras, o diálogo dos intercâmbios teológicos e o diálogo da experiência religiosa. Estas quatro formas testemunham que não se trata de uma experiência reservada aos especialistas”.
O Pe. Ayuso concluiu recordando a exortação apostólica “Marialis Cultus”, promulgada em 1974 pelo Papa Paulo VI, a qual apresenta Maria como a virgem que escuta, a virgem que reza, a Virgem no diálogo com Deus. “Mas também é a imagem de um modelo de diálogo de busca quando, dirigindo-se ao arcanjo Gabriel, pergunta-lhe: ‘Como será possível?’ Maria, modelo para os muçulmanos e os cristãos, é também modelo de diálogo, já que ensina a acreditar, a não fechar-se em certezas adquiridas, mas a abrir-se aos outros e a permanecer disponíveis”, afirmou.

Fonte: http://www.acidigital.com

Papa Francisco confirma cardeais em cargos de congregações

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Dom João Braz de AvizO Papa confirmou, neste sábado, 29, o Cardeal João Braz de Aviz em seu cargo de Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Francisco nomeou também vários novos membros para a Congregação e dentre eles, está o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler.
O Santo Padre confirmou ainda o Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, e além de ratificar em seus cargos todos os membros e consultores, nomeou novos, como Dom Joaquim Giovanni Mol Guimarães, Bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG).
Ainda neste sábado, foi anunciada a confirmação em seu cargo de Presidente do Pontifício Conselho para o diálogo Inter-religioso o Cardeal francês Jean Louis Tauran. Francisco também confirmou todos os membros e consultores deste dicastério até a conclusão de seus mandatos.

Fonte: http://www.cancaonova.com

Papa alerta para o risco da cegueira interior: “Ir rumo à luz do Senhor”

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01O Papa Francisco rezou neste domingo, 30, a oração mariana junto com os fiéis no Vaticano. Graças também ao dia ensolarado de primavera, a Praça São Pedro estava completamente lotada e o clima foi de grande alegria. Francisco apareceu às 12hs em sua janela desejando ‘bom domingo’ a todos e retribuindo com sorrisos o carinho das pessoas presentes.
O Pontífice fez uma alocução baseada no Evangelho do dia, de João, que conta o episódio do homem cego de nascença a quem Jesus doa a vista. O milagre é narrado por João em apenas dois versículos, porque o evangelista não queria atrair a atenção para o milagre em si, mas para o que aconteceu depois, para a discussão que ele acarretou.
Os ‘doutores da lei’ não acreditavam que o cego tivesse sido curado por Jesus. Interrogaram o homem e crivaram de perguntas seus pais, enquanto o cego curado se aproximou da fé. Esta foi a maior graça que Jesus lhe fez: não só a de ver, mas a de conhecê-Lo, Ele que é “a Luz do mundo”.
“Enquanto o cego se aproximava gradualmente da luz, os ‘doutores da lei’, ao contrário, caíam sempre mais na cegueira interior. Obtusos em sua presunção, acreditavam já ter a luz; e por isso, não se abriram à verdade de Jesus. Fizeram de tudo para negar a evidência, até conseguir expulsar o homem curado do templo, excluindo-o da sociedade”.
O cego curado, por sua vez, não sabia nada de Jesus. Primeiramente O considerava um profeta e depois, um homem próximo de Deus. Mas depois de ser afastado do templo, Jesus o reencontrou e “abriu seus olhos” pela segunda vez, dizendo-lhe quem era. Àquela altura, ele exclamou: “Creio Senhor” e se ajoelhou diante de Jesus.
O Papa admitiu que “a nossa vida, às vezes, parece com a do cego que se abriu à luz, a Deus e à sua graça. Mas às vezes, infelizmente, é como a dos ‘doutores da lei’: do alto de nosso orgulho, julgamos os outros, e até o Senhor!”. “A luz de Cristo, que nos foi dada no Batismo, nos ajude a nos comportarmos com humildade, paciência e misericórdia”, completou Francisco, dando uma sugestão:
“Voltando a suas casas, peguem o Evangelho de João e leiam o capítulo 9. Fará bem a todos. E nos questionemos como está o nosso coração: aberto ou fechado a Deus e ao próximo?”.
“Sempre temos em nós algum ‘fechamento’ consequente do pecado, de nossos erros. Não tenhamos medo; abramo-nos à luz do Senhor, Ele nos espera sempre para nos perdoar, não nos esqueçamos!”.
Após a sua reflexão, o Papa rezou a oração mariana e concedeu a todos os presentes a bênção apostólica. Em seguida, saudou os grupos credenciados e se despediu dos fiéis, como sempre, desejando ‘bom domingo e bom almoço’.

Fonte: http://www.radiovaticana.va

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