O ministério da pregação

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MinistroO pregador por excelência é o bispo. Este tem a função de transmitir os ensinamentos de Cristo fielmente sem risco de cometer nenhuma heresia ou de falar alguma bobagem que esteja em desacordo com o magistério da Igreja. Mesmo assim, se alguns bispos nos decepcionam muito em questões de liturgia e de apoio a movimentos comunistas e ao governo do PT que é a própria encarnação do mal em nosso país, eles estão sujeitos a falhar também na pregação. Os bispos contam com a ajuda dos padre para o serviço, o ministério da pregação. Os padres são pregadores assistidos pelos bispos, mas infelizmente acabam falando tanta bobagem que até Deus duvida. Já estive em missa em que no meio da homilia deu vontade de ficar de pé e gritar para o padre: “Cala a tua boca, porque você já está excomungado”, mas não o fiz, me contive. Se os bispos estivessem por dentro das bobagens que dizem e fazem certos padres talvez a coisa funcionasse, mas sabemos que além do fato das dioceses em geral serem muito grandes, há também os casos em que o bispo fica sabendo dos abusos e faz vista grossa. E num terceiro grau temos os pregadores leigos.
Se o bispo que é o pregador por excelência pode acabar mesmo que sem querer ensinando algo errado, e os padres que são seus auxiliares as vezes estão mergulhados, por culpa própria ou não no marxismo cultural e na teologia da libertação cometendo assim inúmeros erros em suas pregações, o que pensar então de um pregador leigo não é mesmo? Mas por incrível que pareça tem pregador leigo que dá um banho em muito bispo e padre por aí. E sabe por quê? Por causa de seu zelo com o ministério da pregação. Pelo seu cuidado e amor à Igreja de Cristo e ao Magistério. Estes pregadores leigos, tirando raras exceções, se entregam totalmente aos estudos espirituais, livres de qualquer outra ocupação. Lêem o catecismo, o código de direito canônico, as encíclicas papais, além é claro, das sagradas escrituras e tem uma vida de oração e ascese. Foram escolhidos por um grande rei para transmitir aos povos as palavras recebidas de sua boca e à estas palavras não acrescentam seus caprichos, suas ideologias político-partidárias nem nada neste sentido. Deixam-se guiar pelo Espírito de Deus ao invés de serem conduzidos pelos seus próprios desejos procurando se afervorar primeiro por dentro, para não proferir palavras frias. Já ouvi palavras de sabedoria de pregadores simples, pobres, idosos, semi-analfabetos, mas que foram de uma edificação tão grande e teologicamente tão em comunhão com a Igreja de sempre que as palavras apesar de estarem saindo de seus lábios pareciam estar descendo do céu, trazidas por um anjo para que a vontade de Deus fosse manifesta. Por outro lado já ouvi pregações de padres tão frias, tão vazias, tão fora de propósito que cheguei a pensar que estava numa agremiação, numa associação de moradores, numa reunião do MST, ou seja, em qualquer lugar menos na Igreja Una, Santa e Católica.
Que assim seja, amém. Paz e bem!

Rodrigo Hogendoorn Haimann, ofs

Segunda Vida de São Francisco – Tomás de Celano.

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SEGUNDO LIVRO

Sobre a contemplação do Criador nas criaturas
Capítulo 124 – Amor do santo para com as criaturas sensíveis e insensíveis
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1 Embora desejasse sair logo deste mundo como se fosse um desterro onde devia peregrinar, este feliz viajante sabia aproveitar o que há no mundo, e bastante.
2 Usava o mundo como um campo de batalha com os príncipes das trevas, mas também, para Deus, como um espelho claríssimo da bondade.
3 Em qualquer artifício louvava o Artífice, e tudo que encontrava nos fatos, repassava ao Autor.
4 Exultava em todas as obras das mãos do Senhor (cfr. Sl 91,5; 8,7) e, através dos espetáculos que lhe davam prazer, sabia encontrar aquele que é razão e causa de toda vida.
5 Nas coisas belas reconhecia aquele que é o mais belo, e ouvia todas as coisas boas clamarem: “Quem nos fez é ótimo”.
6 Seguia por toda parte o amado pelos vestígios que deixou nas coisas e fazia de tudo uma escada para chegar ao seu trono.
7 Abraçava todas as criaturas com afeto e devoção jamais vistos, e falava com elas sobre o Senhor, convidando-as a louvá-lo.
8 Poupava os candeeiros, lâmpadas e velas, porque não queria apagar com sua mão o fulgor que era um sinal da luz eterna.
9 Andava com respeito por cima das pedras, pensando naquele que foi chamado de Pedra.
10 Quando usavam o versículo: “Vós me exaltastes sobre a pedra”, para dizer alguma coisa mais reverente, exclamava: “Sob os pés da Pedra Vós me exaltastes”.
11 Aos frades que cortavam lenha proibia arrancar a árvore inteira, para que tivesse esperança de brotar outra vez.
12 Mandou que o hortelão deixasse sem cavar o terreno ao redor da horta, para que a seu tempo o verde das ervas e a beleza das flores pudessem apregoar o formoso Pai de todas as coisas.
13 Mandou reservar um canteiro na horta para as ervas aromáticas e para as flores, para lembrarem a suavidade eterna aos que as olhassem.
14 Recolhia do caminho os vermezinhos, para que não fossem pisados, e mandava dar mel e o melhor vinho às abelhas, para não morrerem de fome no frio do inverno.
15 Chamava de irmãos todos os animais, embora tivesse preferência pelos mais mansos.
16 Quem poderia contar tudo? Pois toda aquela Fonte de bondade, que vai ser tudo em todos, já iluminava tudo em tudo para este santo.

Evangelho – Lc 4,16-30

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Evangelho+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo: Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.’ Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.’ Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: ‘Não é este o filho de José?’ Jesus, porém, disse: ‘Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.’ E acrescentou: ‘Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.’ Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação.

São Raimundo Nonato, modelo de santidade

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Santo do diaPor ter encontrado dificuldades para vir à luz, é invocado como patrono e protetor das parturientes e das parteiras (seu nome significa “não nascido” porque foi extraído vivo das entranhas da mãe já morta).
São Raimundo Nonato nasceu na Espanha, em Portel, na diocese de Solsona (próximo a Barcelona) no ano de 1200. Ainda menino, teve de guardar o gado e, durante seus anos de pastor, visitava constantemente uma ermida de São Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo.
Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho. Desde jovem, Raimundo Nonato percebeu sua inclinação à vida religiosa. Seu pai buscou, sem êxito, impedi-lo de corresponder ao chamado vocacional. Ao entrar para a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, pôde receber do fundador: São Pedro Nolasco, o hábito. Assim, tornou-se exemplo de ardor na missão de resgatar das mãos dos mouros, os cristãos feito escravos.
Certa vez, São Raimundo conseguiu liderar uma missão que libertou 150 cristãos, porém, quando na Argélia acabaram-se os recursos para o salvamento daqueles que corriam o risco de perderem a vida e a fé, o Missionário e Sacerdote Raimundo, entregou-se no lugar de um dos cristãos. Na prisão, Raimundo pregava para os muçulmanos e cristãos, com tanta Unção que começou a convertê-los e desse modo sofreu muito, pois chegaram ao extremo de perfurarem os seus lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado. Foi mais tarde libertado da prisão e retornou à Espanha.
São Raimundo Nonato, morreu em Cardona no ano de 1240 gravemente doente. Não aguentou atingir Roma onde o Papa Gregório IX queria São Raimundo como Cardeal e conselheiro. O seu corpo foi descansar na mesma ermida de São Nicolau em que orava nos seus anos de pastor.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

Sabedoria de Padre Pio

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PioQuem começa a amar deve estar pronto a sofrer.

O mesmo apóstolo João que em sua primeira carta, no capítulo quarto, versículo oitavo nos disse que Deus é amor, nos ensinou também no capítulo terceiro, versículo décimo sexto do seu evangelho que: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus é amor, ele nos ama e enviou seu filho único para sofrer o suplício da cruz por amor de nós, por causa de nossos pecados. Todo o sofrimento de Jesus foi por amor. Desde sua captura naquela noite santa no horto das oliveiras, em que ele foi apanhando pelo caminho, levando socos e pontapés, tapas e cusparadas, até seu pseudojulgamento com Anás e Caifás, sua flagelação pelos soldados romanos onde as pontas do flagelo com seus ossos afiados rasgavam-lhe a carne. Desde a coroa de espinhos de roseira que lhe enfiaram na cabeça até a pesada cruz que teve que carregar até o calvário fazendo-o cair três vezes e arrebentando-lhe os joelhos. Desde os cravos que perfuraram-lhe as mãos e os pés até a humilhação de ser pregado nu em uma cruz e de lhe darem vinagre quando teve sede. Tudo isso, todo esse sofrimento, foi por amor. E padre Pio nos diz que quem começa a amar, deve estar pronto para sofrer. Jesus estava pronto para sofrer por amor de nós e faria tudo novamente se preciso fosse. Tudo por que Ele nos ama. Mas e quanto a nós? O que estamos dispostos a fazer por aqueles que amamos?
Um jovem e uma jovem quando se conhecem e começam a namorar, tudo é maravilhoso. Mas com o passar do tempo começam a aparecer as provações, as dificuldades, começa-se a descobrir os defeitos um do outro e muitas vezes é mais fácil abandonar o barco do que suportar os sofrimentos por amor. No casamento não é diferente. Cada dia é um novo desafio. Muitas concessões precisam ser feitas pelo bem de todos. Abrir mão de algo que as vezes é valioso para um, mas que não tem tanta importância para o outro, sempre em busca do que é melhor para os dois, para a família. E assim o casal sofre um por amor do outro, mas também sofre por amor aos filhos.
Não há amor sem sofrimento, as coisas estão atreladas, quem quer amar, prepare-se para sofrer. Se você não está disposto a sofrer então não está preparado para amar. Deus não quer de nós sacrifícios, mas quer o nosso amor. É um Deus ciumento. Durante a quaresma vivemos um período de muitos sacrifícios, mortificações, jejuns, abstinências, mas tudo por amor. Se não fosse o amor, nada teria sentido. Sofremos sim, mas porque amamos. Muitas pessoas não estão dispostas a sofrer e com isso só se decepcionam achando que o amor será um mar de rosas. Mas não será. Terão sim as rosas, mas com elas os espinhos e as vezes até mesmo uma coroa de espinhos.
Vivemos tempos difíceis. A perseguição aos cristãos já começou. Quem está disposto a dar a vida por Jesus? A sofrer, ser torturado, ser martirizado por amor a Cristo e para não negar a sua fé? Devemos estar preparados irmãos, pois amamos a Deus, amamos Jesus, amamos a Igreja Católica, amamos os Santos, amamos os Sacramentos e teremos ainda muito o que sofrer para defender e guardar o depósito da fé, lutando contra os hereges de fora e os hereges de dentro.
Que assim seja, amém. Paz e bem!

Rodrigo Hogendoorn Haimann, ofs

Segunda Vida de São Francisco – Tomás de Celano.

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SEGUNDO LIVRO

Capítulo 123 – Contra os desejosos de vanglória e exposição da palavra profética

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1 Dizia que devíamos chorar pelos pregadores que muitas vezes vendem o seu ministério por um tostão do vanglória.
2 Curava-lhes às vezes os tumores com este remédio: “Por que vos gloriais dos homens que convertestes, se foram convertidos pelas orações de meus irmãos simples?”
3 Assim interpretava ele o versículo: “Até a estéril deu à luz muitos filhos” (cfr. 1Rs 2,5). “A estéril é o meu irmão pobrezinho, que não recebeu na Igreja o encargo de gerar filhos.
4 Esse vai ter muitos filhos no dia do juízo, porque então o juiz vai computar na sua glória os que agora converte com suas orações particulares.
5 Mas ‘a que tem muitos filhos vai desfalecer’ (1Rs 2,5) porque o pregador que se rejubila como se tivesse gerado a muitos por sua virtude vai saber então que nada teve de seu nessas pessoas”.
6 Não gostava muito dos que gostavam de ser louvados mais como oradores do que como pregadores, falando com ornatos e não com o afeto.
7 E dizia que faziam uma má divisão os que davam tudo para a pregação e nada para a devoção.
8 Louvava ao pregador que, a seu tempo, apreciava e saboreava ele mesmo a palavra de Deus.

Angelus 30-08-2015

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