Segunda Vida de São Francisco – Tomás de Celano.

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SEGUNDO LIVRO

Do espírito de profecia que São Francisco teve
Capítulo 1

27
1 Elevado acima das coisas deste mundo, o bem-aventurado Pai tinha dominado de maneira muito especial tudo que havia no mundo, pois tinha os olhos sempre voltados para a luz do alto, e não só conhecia por revelação divina o que devia fazer, como também predizia muitas coisas com espírito profético, penetrava os segredos dos corações, estava informado de coisas ausentes, previa e anunciava o futuro. Os exemplos provam o que dizemos.

Os jovens têm medo do matrimônio? Uma iluminadora resposta do Papa Francisco

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01Na sua catequese desta quarta-feira, na Praça de São Pedro em Roma, o Papa Francisco relembrou alguns problemas e desafios que a família enfrenta atualmente e tratou o tema do matrimônio à luz o episódio evangélico das bodas de Caná. Na sua alocução o Papa respondeu à pergunta: “Por que os jovens não querem casar-se e preferem a convivência?”
Nas Bodas de Caná, “Jesus não só participou daquele matrimônio, mas ‘salvou a festa’ com o milagre do vinho!”, destacou o Pontífice. Este foi o “primeiro dos seus sinais prodigiosos, onde Ele revelou sua glória, durante um casamento, e foi um gesto de grande reverencia por esta família que começava, solicitado pelo afã materno de Maria”.
Deixando o texto que tinha preparado para sua catequese, o Papa improvisou: “E isto nos faz recordar o livro do Gênesis, quando Deus termina a obra da criação e realiza sua obra-prima; a obra-prima é o homem e a mulher. E aqui Jesus começa os seus milagres com esta obra-prima, em um casamento, em uma festa de núpcias: um homem e uma mulher. Assim, Jesus nos ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam!”.
O Pontífice reconheceu que desde a época das bodas em Caná até hoje, muita coisa mudou, “mas esse sinal de Cristo contém uma mensagem sempre válida”.
“Hoje em dia não é fácil falar do matrimônio como uma festa que é renovada com o passar dos anos, nas diversas fases da vida dos cônjuges”.
“É um fato que, hoje, as pessoas que se casam são a minoria”, ressaltou o Papa Francisco.
“Em muitos países aumentou o número de separações, e diminuiu a quantidade de filhos. A dificuldade de permanecer juntos –seja como casal ou como família– leva a romper as uniões sempre com maior frequência e rapidez, e os filhos são os primeiros a sofrer as consequências de uma separação”, acrescentou o Santo Padre.
O Papa assinalou: “Se você experimenta, desde pequeno, que o casamento é um laço ‘por tempo determinado’, inconscientemente para você será assim. Na verdade, muitos jovens são levados a renunciar ao projeto para si mesmo de um laço irrevogável e de uma família duradoura”. Acredito que devemos refletir com seriedade sobre por que tantos jovens ‘não sentem vontade de casar-se’”.
O Pontífice atribuiu esta situação à ““cultura do provisório”; tudo é provisório, parece que nada é definitivo”.
Essa realidade dos jovens que não querem se casar constitui, segundo o Santo Padre, uma das maiores preocupações dos tempos atuais. “Por que frequentemente as pessoas preferem conviver, e muitas vezes com uma ‘responsabilidade limitada’? Por que muitos –também entre os batizados– têm pouca confiança no matrimônio e na família?”.
“É importante procurar compreender isto, se quisermos que os jovens possam encontrar o caminho certo a ser percorrido. Por que não confiam na família? Para o Pontífice, “as dificuldades financeiras não são o único motivo. Há quem cite como provável causa a emancipação da mulher.”.
O Papa também assegurou: “Na verdade, quase todos os homens e as mulheres desejam uma segurança afetiva estável, um matrimônio sólido e uma família feliz”.
“A família é o principal valor de todos os níveis de satisfação entre os jovens; mas, por medo a equivocar-se, muitos não querem pensar no matrimônio; embora sejam cristãos não pensam no matrimônio sacramental, sinal único e exclusivo da aliança, que se transforma em testemunho da fé. “Talvez justamente esse medo de errar seja o maior obstáculo para acolher a Palavra de Cristo, que promete a Sua graça à união conjugal e à família”.
O Papa destacou também que “o testemunho mais persuasivo da bênção do matrimônio cristão é a vida boa dos esposos cristãos e da família. Não existe maneira melhor de explicar a beleza do sacramento!”.
“O matrimônio consagrado por Deus cuida desta união entre o homem e a mulher que Deus abençoou até o fim da criação do mundo; e que é fonte de paz e de bem para a vida conjugal e familiar”.
Francisco manifestou: “A semente cristã da radical igualdade entre os cônjuges deve levar hoje novos frutos. O testemunho da dignidade social do matrimônio se transformará em persuasivo através deste caminho, o caminho do testemunho que atrai. A vida da reciprocidade entre eles, da complementariedade”.
“Por isso, como cristãos, devemos ser mais exigentes com respeito ao matrimônio. Por exemplo: apoiar com decisão o direito a uma retribuição igualitária pelo mesmo trabalho; a desigualdade é um escândalo!”, afirmou.
Além disso exortou a “reconhecer como riqueza sempre válida a maternidade das mulheres e a paternidade dos homens, beneficiando especialmente as crianças.
Antes de concluir, oPapa pediu a todos os fiéis que não tenham medo de convidar Jesus à nossa “festa das bodas”. “Não tenhamos medo de convidar a Jesus à nossa casa para que esteja conosco e cuide da nossa família, e também sua Mãe Maria!”.
“Os cristãos, quando se casam ‘no Senhor’, são transformados em sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam somente para si: casam-se no Senhor em favor de toda a comunidade, de toda a sociedade”, concluiu Francisco, anunciando que, na catequese da próxima semana, dará continuidade à reflexão sobre a beleza da vocação do matrimônio cristão.

Fonte: http://www.acidigital.com

Cardeal Sandri levará bênção do Papa Francisco ao Iraque

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Cardeal Leonardo Sandri

Cardeal Leonardo Sandri

O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, estará no Iraque entre o dia 1º e 5 de maio visitando, inicialmente, a capital Bagdá, e após Irbil, no Curdistão iraquiano.
O purpurado levará a bênção do Papa Francisco, além do reconhecimento e encorajamento às autoridades pelo trabalho feito em prol das vítimas da violência e da guerra, dos cristãos e de outras minorias étnicas e religiosas, no difícil contexto vivido atualmente no país.
Em Bagdá, onde estará do dia 1º até a manhã do próximo dia 3, o Cardeal celebrará a Divina Liturgia na Catedral caldeia de São José e encontrará refugiados alojados nas várias instituições eclesiásticas, com quem almoçará a seguir. Está prevista uma breve visita ao Museu Nacional, em cujo acervo encontram-se peças que testemunham a milenar história do país, protegidas da destruição verificadas nas últimas semanas em outros sítios arqueológicos do país.
Em Irbil, o Cardeal Sandri vai se juntar à Delegação das Agências Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (R.O.A.C.O), que a partir do dia 1º, terão iniciado os preparativos em vista dos projetos de ajuda dos diversos setores da vida pastoral e na assistência aos refugiados.
Estão previstos também alguns momentos na região de Ankawa, com a celebração da liturgia e encontros na sede sírio-católica de Marta Shmouna e no Seminário caldeu de São Pedro, na presença dos fiéis residentes e dos refugiados da Planície de Nínive. Na agenda também consta uma visita a Duhoc, com a liturgia na igreja caldeia e a saudação à comunidade assíria.
Antes de voltar à Roma, o Prefeito da Congregação presidirá um encontro com os Patriarcas Sírio Católico, Sua Beatitude Younan, caldeu, Sua Beatitude Louis Sako, os Bispos do país e representantes das Agências R.O.A.C.O. Alguns deles realizarão, após o encontro, visitas à Kirkuk e Sulaymaniyya.
A visita do Cardeal Leonardo Sandri expressa a contínua solicitude de toda a Igreja Católica pelos fiéis presentes no Iraque a partir do Santo Padre, que, desde o verão passado, já havia enviado os Cardeais Barbarin, Filoni e Nichols, além de Delegações das Conferências Episcopais nas últimas semanas.
A R.O.A.C.O. foi instituída pela Congregação para as Igrejas Orientais em 1968. É uma estrutura permanente, que reúne as organizações que operam em favor das Igrejas Católicas orientais, sendo presidida pelo Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri.

Fonte: http://www.cancaonova.com

Papa sobre a identidade do cristão: história e serviço

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01O Papa celebrou na manhã desta quinta-feira (30/04), a Santa Missa na capela da Casa Santa Marta. “A história e o serviço”: na homilia, Francisco se deteve sobre esses “dois aspectos da identidade do cristão”.
Antes de tudo, a história, disse Francisco. São Paulo, São Pedro e os primeiros discípulos “não anunciavam um Jesus sem história: eles anunciavam Jesus na história do povo, um povo que Deus fez caminhar por séculos para chegar” à maturidade, “à plenitude dos tempos”. Deus entra na história e caminha com seu povo:
“O cristão é homem e mulher de história, porque não pertence a si mesmo, faz parte de um povo, um povo que caminha. Não se pode pensar em um egoísmo cristão, não.., isso é errado. O cristão não é um homem, uma mulher espiritual de laboratório, é um homem, é uma mulher espiritual que faz parte de um povo, que tem uma história longa e continua caminhando até o retorno do Senhor”.
É uma “história de graça, mas também história de pecado”:
“Quantos pecadores, quantos crimes. Também hoje Paulo menciona o Rei Davi, santo, mas antes de se tornar santo foi um grande pecador. Um grande pecador. Na nossa história devemos reconhecer que somos santos e pecadores. E a minha história pessoal, de cada um, deve reconhecer o pecado, o próprio pecado e a graça do Senhor, que está conosco, acompanhando-nos no pecado para perdoar, e acompanhando-nos na graça. Não há identidade cristã sem história”.
O segundo aspecto da identidade cristã é o serviço: “Jesus lava os pés dos discípulos convidando a fazer o mesmo: servir:
“A identidade cristã é o serviço, não o egoísmo. “Mas padre, todos nós somos egoístas”. Ah sim? É um pecado, é um hábito do qual devemos nos distanciar. Pedir perdão, que o Senhor nos converta. Somos chamados para servir. Ser cristão não é uma aparência ou uma conduta social, não é maquiar a alma, para que seja um pouco mais bonita. Ser cristão é fazer o que Jesus fez: servir”.
O Papa nos exorta a fazer esta pergunta: “No meu coração o que eu faço mais? Faço-me servir pelos outros, uso os outros, uso a comunidade, a paróquia, a minha família, os meus amigos, ou sirvo, e estou servindo?”.

Fonte: http://www.radiovaticana.va

A Igreja e os genocídios armênio e grego-assírio

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01O século XX foi o século dos genocídios, dos massacres em massa e do uso científico para impor a dor, a violência e a morte a milhões de seres humanos indefesos. Famoso, lamentável e internacionalmente reconhecido é o genocídio dos judeus e de outras minorias perpetrado pelos nazistas durante a primeira metade do século XX.
No entanto, no início do século XX houve dois genocídios pouco conhecidos e que foram uma espécie de “ensaio”, de “experiência” do que, um pouco mais tarde, seria o grande massacre do século XX. Trata-se do genocídio armênio e do genocídio grego-assírio.
O genocídio armênio ocorreu entre 1915-1917 e tratou-se da matança e deportação forçada de aproximadamente 1, 5 milhões de pessoas de origem armênia que viviam no Império Otomano, atual Turquia, com a intenção de exterminar sua presença cultural, sua vida econômica e seu ambiente familiar. Existem registros históricos que demonstram que toda essa violência foi feita de forma planejada e utilizando os métodos científicos disponíveis na época.
Já o genocídio grego-assírio não possui tantos estudos históricos e científicos como o genocídio armênio. No entanto, foi um genocídio tão cruel como o armênio. No período entre 1915 a 1922 tropas regulares e milícias paramilitares do Império Otomano, atual Turquia, perseguiram e mataram entre 500 e 950 mil gregos, e entre 250 e 750 mil assírios perderam suas vidas. Calcula-se que aproximadamente 1, 7 milhões de grego-assírios tenham morrido vítimas da perseguição.
No dia 12/04/2015, durante uma Missa para lembrar os 1, 5 milhões de mortos durante o massacre, o Papa Francisco foi claro ao dizer que, de fato, houve um genocídio dos armênios entre 1915-1917. Foi a primeira fez que um Papa afirmou que houve um genocídio do povo armênio. Apesar de muitos países já terem reconhecido o genocídio armênio, as palavras do Papa foram reconfortantes para as vítimas e os descendentes do genocídio e, ao mesmo tempo, deu mais força para que, a nível internacional e nos órgãos de apoio aos direitos humanos (ONU, Anistia Internacional, etc), o genocídio armênio seja definitivamente reconhecido. O Papa Francisco foi Apóstolo, uma voz profética, ao ter a coragem, mesmo diante de muitas pressões internacionais vindas da Turquia e de outros países, de ter publicamente reconhecido a existência do genocídio armênio.
De forma oficial, por meio das palavras do Papa Francisco, a Igreja reconheceu oficialmente a existência do genocídio armênio. Daqui por diante padres, leigos e ministros poderão livremente afirmar que, de fato, houve um brutal genocídio do povo armênio, entre 1915 e 1917, pelos turcos-otomanos. Apontam-se 3 relevantes motivos para que as palavras do Papa Francisco sejam tão importantes.
Primeiro, como salienta o jornalista Breno Salvador, os genocídios dos armênios e dos grego-assírios, pelo turco-otomanos, representa “um caso marcante de ataque à cristandade, porque havia uma tentativa de dominação e imposição do Islã. O que se passa no Oriente Médio hoje gira em torno disso, da mesma forma como com os armênios, gregos e assírios. O Estado Islâmico promove um genocídio”. (Jornal O Globo,24/04/2015).
Segundo, a luta pelo reconhecimento internacional do genocídio grego-assírio é fortalecida. Trata-se de uma das grandes lutas do século XXI. O povo grego-assírio necessita ter a memória e a identidade dos seus compatriotas reconhecida. Foram 1, 7 milhões de vítimas que necessitam de algum tipo de reconhecimento.
Terceiro, em um momento de incerteza, com o aumento da violência sectária, religiosa e étnica, com a ameaça de genocídios por parte de grupos extremistas, as palavras do Papa são um alerta que a luta em prol da dignidade da pessoa humana está penas começando e que não pode ser interrompida. A Igreja é convocada a ser sinal e luz em prol dos grupos humanos mais violentados e vulneráveis.

Fonte: http://www.zenit.org

Dom Murilo Krieger comemora 30 anos de episcopado

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01O arcebispo de Salvador e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Krieger, celebrou no dia 28 de abril, 30 anos de ordenação episcopal. Em sua trajetória no episcopado, exerceu diferentes atividades pastorais, entre elas, presidente dos regionais Sul 2 e Sul 4 da CNBB.
No dia 20 de abril, durante a 53ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), dom Murilo foi eleito vice-presidente da Conferência dos Bispos.
Com o lema episcopal “Deus é amor” (Deus caritas est), dom Murilo é o 15º vice-presidente eleito em Assembleia Geral. Durante a 49º Assembleia Geral da CNBB de 2011, foi eleito membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Campanha para a Evangelização da CNBB.
Dom Murilo é autor de dez livros publicados por editoras nacionais, entre eles destacam-se sua última obra, “Anunciai a Boa Nova”, e “Alegre-se: Deus é amor”.

Caminhada
Dom Murilo é natural de Brusque (SC), nascido em 19 de setembro de 1943. Em 1985, o papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Florianópolis (SC). Foi ordenado bispo em sua cidade natal, no dia 28 de abril de 1985. Esteve como bispo de Ponta Grossa (PR) de 1991 a 1997, presidente do regional Sul 2 da CNBB, por dois mandatos, de 1995 a 1999 e 1999 a 2002.
Em 1997, o papa João Paulo II o nomeou arcebispo de Maringá (PR) e, no ano de 2002, tornou-se arcebispo de Florianópolis. No dia 12 de janeiro de 2011, o papa Bento XVI o nomeou arcebispo de São Salvador (BA), com posse no dia 25 de março do mesmo ano.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

Evangelho – Jo 13,16-20

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Evangelho+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João
Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes. Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar.’ Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creais que eu sou. Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim;
e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.’
Palavra da Salvação.

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