Nada te perturbe.

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Filho não te deixes perturbar por nenhuma tentação. Disse Francisco ao frade e quer dizer a cada um de nós.

Já dizia Santa Teresa D’Ávila: Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem a Deus, nada lhe falta. Só Deus basta.

Acredito que andamos preocupados demais quando deveríamos apenas viver na simplicidade fugindo da vanglória. Os primeiros frades caminhavam pelos campos cantando o pai-nosso, pois não tinham preocupações terrenas, nos narra Tomás de Celano.

As pessoas complicam tanto as coisas. Vêem as coisas erradas, não são capazes de fazer nada para ajudar, para melhorar, só sabem criticar, reclamar e se esquivar.

Tem gente que acha que ser franciscano na época de Francisco era um mar de rosas. Um sonho encantado. Que não havia discussões entre os frades, que não havia diferenças, disputas, que eles viviam aqui como se já estivessem no céu. Mas não! Claro que havia problemas, claro que havia dificuldades. E assim também hoje enfrentamos problemas em nossas fraternidades, lidar com pessoas não é fácil. Cada um tem a sua cruz, cada um sabe onde dói, onde aperta o sapato. É muito fácil criticar. Dizer que os irmãos são frios, que não sabem vivem em fraternidade, em comunhão, que só se reúnem uma vez por mês por obrigação. E em tantos anos não dar uma única sugestão. Nada pra tentar melhorar. Ficar de braços cruzados esperando que tudo venha do céu.

Nosso seráfico pai São Francisco de Assis disse certa vez: É melhor nos convertermos irmãos, pois até agora não fizemos nada.

Se até agora não fizemos nada, se até agora não vivemos o carisma que professamos, vamos começar. Não é tarde. É hora de arregaçar as mangas, de colocar a mão na massa, de fazer acontecer. Críticas sempre existirão.

Filho, não te deixes perturbar. Quando tentamos fazer algo que leve a unidade, a vida fraterna, vai sempre ter alguém pra dizer que agora é tarde demais. Não é não. Vamos orar pela OFS. Não estou falando apenas de nossa fraternidade local, mas da OFS do mundo inteiro. Mas como disse o apóstolo Tiago: A fé sem obras é morta. Vamos orar. Vamos pedir discernimento ao Espírito Santo. Vamos entregar nossas fraternidades nas mãos de Nossa Senhora, ou melhor, vamos consagrar nossas fraternidades à virgem Maria. Mas vamos fazer a nossa parte. Deus não quer fazer tudo por nós. Ele quer precisar de nós. Temos que fazer a nossa parte, temos que dizer o nosso sim. Não podemos desistir, não podemos abandonar. Vamos elencar nossas prioridades e que a vida em fraternidade seja realmente como uma família em que não fiquemos restritos a apenas um encontro mensal, mas sim possamos conviver como irmãos que somos em Cristo e em Francisco de Assis.

Que assim seja.

Amém.

Paz e bem!

Rodrigo Hogendoorn Haimann, ofs

Papa convida fiéis a seguir exemplo do Amor de Cristo pela humanide

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Ao refletir sobre o milagre da multiplicação dos pães, na oração do Angelus deste domingo, 31, o Papa Bento XVI disse que nesta passagem bíblica, Jesus Cristo  “oferece um exemplo eloquente de Sua paixão para com a humanidade”.
“O milagre consiste na divisão fraterna de poucos pães que, confiados a potência de Deus, não só alimentaram a todos, como sobraram, até a encheram doze cestos. O Senhor chama os discípulos para distribuir o pão para a multidão; dessa forma ensina-los e prepara-los para futura missão apostólica: deverão de fato levar a todos o alimento da Palavra de vida e dos Sacramentos”, explica o Papa.
Neste sinal miraculoso, elucida o Pontífice, se entrelaçam a encarnação de Deus e Sua obra da redenção. “Jesus, de fato, sai da barca para encontrar-se com os homens”.
O Evangelho deste domingo, fez o Santo Padre lembrar da situação de “tantos irmãos e irmãs que nestes dias, na Somália [África], sofrem as dramáticas consequências da carência, agravadas pela guerra e pela falta de instituições sólidas”.
“Cristo está atento à necessidade material, mas quer dar algo mais, porque o homem está sempre afamado de algo mais, tem necessidade de mais alguma coisa”, disse o Santo Padre sitando uma passagem de seu livro Jesus de Nazaré.
No pão de Cristo, destaca Bento XVI, está presente o amor de Deus e no encontro com Ele “alimentamo-nos, por assim dizer, do próprio Deus vivo, comemos verdadeiramente o Pão do Céu”.
O Santo Padre salientou que na Eucaristia, Jesus faz de cada um testemunha da compaixão de Deus para seus irmão e irmã. “Nasce assim, à volta do Mistério Eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo”, afirma.
Como exemplo deste testemunho, o pontífice citou Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, ao qual a Igreja faz memória neste domingo, 31.
“Inácio, de fato, escolheu viver procurando Deus em todas as coisas, amando-o em todas as criaturas”, disse o Papa.
Assim, o Santo Padre pediu aos fiéis que confiem à Virgem Maria suas orações, para que seus corações sejam abertos à compaixão para com o próximo e para a partilha fraterna.

Fonte: http://www.cancaonova.com

PAPA: “É PROIBIDO FICAR INDIFERENTES DIANTE DA TRAGÉDIA DA FOME”

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Bento XVI vê no milagre da multiplicação dos pães, evocado na liturgia de hoje, “um exemplo eloquente da compaixão do Senhor pelas pessoas, e convida “a pensar em nossos muitos irmãos e irmãs que nestes dias, no Chifre da África, sofrem as dramáticas consequências da penúria, agravadas pela guerra e pela carência de estruturas eficientes”.
Depois do apelo lançado há dois domingos, a grave seca na Somália e nos países limítrofes voltou hoje a ser tema do encontro dominical do papa com os fiéis na residência de verão de Castelgandolfo.
Falando sobre a evangélica multiplicação dos pães, Bento XVI destacou que “o milagre consiste na partilha fraterna de poucos pães que, confiados às mãos de Deus, não apenas bastam para todos, mas até sobram: enchem 12 cestas”.
“O Senhor pede aos discípulos para distribuírem os pães à multidão. Desta forma, Ele os instrui e os prepara para a futura missão apostólica: com efeito, eles levarão a todos o alimento da Palavra da vida e dos Sacramentos”.
Segundo o papa, “neste sinal prodigioso, encontram-se a encarnação de Deus e a obra da redenção”.
Dirigindo-se aos 4 mil fiéis presentes no pátio da residência, ele afirmou que na Eucaristia, ao redor do Mistério eucarístico, nasce o serviço da caridade para com o próximo, e lembrou:
“Testemunha disso é também Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, de quem hoje a Igreja faz memória. Inácio escolheu, efetivamente, viver “procurando Deus em todas as coisas, amando-O em todas as criaturas”.
Citando seu livro “Jesus de Nazaré”, Bento XVI acrescentou que “Cristo está atento às necessidades materiais, mas quer doar mais ainda, porque o homem está sempre faminto de algo mais, precisa de algo a mais. No pão de Cristo, está presente o amor de Deus”. Em seguida, convidou os fiéis a rezarem a Virgem Maria para que abra nossos corações à compaixão pelo próximo e à solidariedade fraterna.
Na sequência, Bento XVI fez saudações em várias línguas, repassando trechos do Evangelho e dirigindo palavras de incentivo aos fiéis. Ao grupo de poloneses, recordou o milagre da multiplicação com o qual o Senhor alimenta a multidão esfomeada. Explicou que o Senhor não nos deu uma receita para matar a fome dos povos do mundo e nem para resolver o drama da fome:
“Ele nos recorda que é proibido ficar indiferentes diante da tragédia dos famintos e sedentos! Ele nos encoraja a dar-lhes de comer, a dividir o pão com os mais carentes. Como Cristo, devemos ser mais sensíveis à pobreza dos povos”.
Após receber os aplausos dos fiéis que o clamavam com insistência, o papa concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Fonte: http://www.radiovaticana.org

PERIGO PARA OS JOVENS, A POBREZA DE AMOR

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Faltando alguns dias para a Jornada Mundial da Juventude de Madri, Bento XVI encorajou os jovens a abandonar algumas pobrezas que os assolam, começando pela falta de amor.

“É necessário – ressalta o Papa em uma carta – que o crescimento das novas gerações seja alimentado não só por noções culturais e técnicas, mas sobretudo pelo amor, que supera o individualismo e o egoísmo, e permite prestar atenção às necessidades de todo irmão e irmã.”

Por esta razão, o Santo Padre chama a “se preocupar com toda pobreza de nossos jovens, moral, física, existencial e, acima de tudo, a pobreza de amor, a raiz de todo problema sério humano”.

Este é o conselho que o pontífice deixa na carta enviada ao superior geral dos religiosos somascos, com ocasião do Ano Jubilar convocado pela Ordem no quinto centenário da libertação milagrosa de seu fundador, São Jerônimo Emiliani (1486-1537), da prisão.

A carta apresenta o exemplo do jovem soldado Jerônimo, cuja vida mudou na noite de 27 de setembro de 1511, depois de ter sido feito prisioneiro na guerra entre a República de Veneza e os Estados da Liga de Cambrai.

Depois de fazer um voto de mudança de vida para a Virgem, recuperou a liberdade de uma forma inexplicável.

“Impelido por vicissitudes familiares – ele tinha se tornado guardião de todos os seus sobrinhos que ficaram órfãos –, Jerônimo amadureceu a ideia de que os jovens, especialmente os mais necessitados, não podem ser abandonados, mas que, para crescer, precisam de um requisito essencial: o amor”, explicou o Papa.

“Nele, o amor supera a sagacidade, e dado que era um amor que surgia da própria caridade de Deus, estava cheio de paciência e compreensão: atento, terno e disposto ao sacrifício, como o amor de uma mãe”, escreve o bispo de Roma.

Os religiosos somascos, fundados por São Jerônimo como “companhia dos servos e dos pobres” até o ano de 1534, assumem o nome da cidade italiana onde nasceu e morreu seu fundador, Somasca. Eles se dedicam, em particular, à educação cristã da juventude.

Os Somascos contam com 463 religiosos, dos quais 338 são sacerdotes, espalhados pela Europa, América e Ásia.

Fonte: http://www.zenit.org

Eleita a nova Diretoria do Instituto Mariama

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Padre Jorge Axé, da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ), é o novo presidente do Instituto Mariama. Ele foi eleito por ocasião do 23º Encontro dos bispos, padres e diáconos negros e solidários membros do Instituto Mariama (IMA), que aconteceu nesta semana, dias 25 a 28, em São Mateus, no Espírito Santo.

Para a vice-presidência foi eleito o bispo de Guarapuava (PR), dom Antônio Wagner da Silva e tesoureiro o padre Omar da Silva, da diocese de Osasco (SP). Já o secretário eleito foi o padre  Guanair da Silva Santos , da arquidiocese de Juiz de Fora (MG).

Este foi o 23º encontro do IMA e teve como tema “Bispos, padres e diáconos negros consagrados a Jesus Cristo, para evangelizar”. A escolha de São Mateus para sediar a reuniáo dos religiosos negros tem uma explicação. “A escolha de São Mateus se deve à relevância histórica da região para os afro-brasileiros”, explica o assessor da Pastoral Afro-brasileira da CNBB, padre Ari Antônio dos Reis. “O porto de São Mateus foi último que acolheu os escravos negros no Brasil”, completa.

Uma missa presidida pelo bispo de Guarapuava (PR), dom Antônio Wagner da Silva, abriu o encontro. O grupo fez uma leitura da realidade tendo como referência a vida dos afro-brasileiros nos últimos anos. A história do Instituto Mariama também foi contada num painel que assinalou suas conquistas. O grupo também escutou relatos sobre a história da região de São Mateus, especialmente os fatos tocantes a vida dos afro-brasileiros que ali chegaram. Houve, ainda, um momento de “recolhimento” orientado pelo arcebispo emérito de João Pessoa (PB), dom José Maria Pires.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

Evangelho – Mt 14,13-21

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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo:
Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado.
Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé.
Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão.
Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.
Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram:
“Este lugar é deserto e a hora já está adiantada.
Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”
Jesus porém lhes disse:
“Eles não precisam ir embora.
Dai-lhes vós mesmos de comer!”
Os discípulos responderam:
“Só temos aqui cinco pães e dois peixes.”
Jesus disse: “Trazei-os aqui.”
Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama.
Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção.
Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos.
Os discípulos os distribuiram às multidões.
Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios.
E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Palavra da Salvação.

Santo Inácio de Loyola

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Neste dia celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.
Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.
Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.
Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

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